A resposta é sim, fim de post.
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Brincadeirinhaaaa. Isso aqui é um blog sério, sem piadolas, ok?
Mas falando sério agora: sim, a terapia funciona, e posso afirmar isso com todas as letras. Sei que é meio clichê dizer que “terapia é pra todo mundo”, mas — pasmem — é a mais pura verdade.

Minha primeira experiência com a terapia
Comecei a buscar ajuda psicológica em 2019. E logo de cara… não gostei. Pois é, meio estranho assumir isso num post sobre os benefícios da terapia, mas é importante: não me identifiquei com a primeira psicóloga com quem me consultei. Isso me desanimou bastante.
Mas eu sabia que queria tentar. Insisti — e aí encontrei a Jeni, psicóloga com quem me consulto até hoje. E foi com ela que tudo começou a fazer sentido.
Eu estava no fundo do poço
A terapia entrou na minha vida no momento mais turbulento dela. Eu tava mal, vivendo mal, pensando mal. Um verdadeiro combo.
Não lembro exatamente o dia em que decidi “fazer acontecer”, mas ainda bem que eu fiz.
Como funcionam as primeiras sessões?
Se eu dissesse que lembro perfeitamente da primeira sessão, estaria mentindo. Mas pra te ajudar a entender, o início da terapia geralmente é dedicado à anamnese.
O que é anamnese?

Em palavras simples: é o momento em que o psicólogo começa a te conhecer, a entender o que te trouxe até ali. É desafiador — e, sim, assustador. Você percebe que nem sabe direito o que sente, até começar a falar. Aí, de repente, memórias e sentimentos guardados há anos começam a emergir.
E aí, num passe de mágica (mentira, num passe de coragem), você começa a se permitir ser vulnerável. Fala tudo que nunca conseguiu dizer nem aos melhores amigos. E isso, posso garantir: é libertador.
O que aprendi com a psicoterapia?
Ao longo das sessões, percebi uma coisa transformadora: nada do que a gente pensa ou sente é por acaso. Tudo tem raiz em algo que vivemos, aprendemos, suportamos.
E quando a gente começa a entender essas raízes, surge algo incrível: empatia por nós mesmos.
A culpa vira compreensão. O passado vira aprendizado. E o presente, cuidado.
A ignorância pode até ser uma benção, mas o autoconhecimento é uma dádiva.
A relação entre distimia e psicoterapia
Hoje trato distimia há três anos, e posso dizer com certeza: a psicoterapia foi essencial para o meu processo de melhora.
A medicação ajudou, claro. Mas a terapia me fez entender como a doença atuava, me fazia enxergar o mundo por uma lente distorcida. Só com esse acompanhamento psicológico, consegui começar a me curar de dentro pra fora.
Foi rápido? Não. Milagroso? Menos ainda. É um processo contínuo, doloroso às vezes, mas incrivelmente necessário. Abrir-se para sua psicóloga e para suas dores é difícil — mas é aí que começa a mudança.
Diferença entre desabafar e fazer terapia
Isso aqui é uma lição prática: desabafar ≠ fazer terapia.

Eu e meu noivo sempre conversamos muito. Quando algo me abalava, eu corria pra contar tudo a ele. Resultado? Ele se sobrecarregava, e eu me sentia incompreendida.
Ele me ouvia com carinho, claro. Mas não era, e nunca seria, o profissional capacitado para lidar com aquilo. E isso não é culpa dele — é só a verdade.
Só um psicólogo pode te ajudar a organizar suas emoções sem carregá-las por você.
Uma metáfora que me ajuda a visualizar
Tem uma imagem que gosto muito e que ilustra bem esse processo:
Imagine que sua mente é um bolo de fios emaranhados.
A terapia é o processo de desatar esses nós, um a um.
No fim, os fios continuam lá — mas agora estão organizados o suficiente para serem carregados.

Conclusão: vale a pena fazer terapia?
Por experiência própria, afirmo: sim, vale. Muito.
Não porque seja mágico, mas porque a terapia devolve algo precioso: uma mente funcional. Um espaço interno que deixa de ser hostil e passa a ser um lugar habitável.
Claro, cada jornada é única. Mas se a minha experiência pode ajudar alguém a dar o primeiro passo, então esse texto já valeu a pena.
E você, acredita em terapia?
Se sim, compartilha esse texto com alguém que ainda está na dúvida.
Se não, que tal considerar fazer uma primeira sessão e tirar suas próprias conclusões?


Redatora paulistana, nascida em 2001, que gosta muito de escrever. E de falar. Não necessariamente nessa ordem.



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